segunda-feira, 5 de maio de 2014

LIGAÇÕES PERIGOSAS, PRÓLOGO. CONTINUAÇÃO.



O salto alto fino batia no concreto, fazendo um barulho discreto enquanto ela caminhava pela calçada de maneira singular e… Poderosa. O cabelo castanho esvoaçava e sempre com o sorriso lateral pintado nos lábios.
Oh, tão sexy.

- Bom dia, Rayana. – disse abrindo a porta de vidro.
- Bom dia, Hayley
. Chegou bem na hora, chamada pra você, na linha dois. É o Thiago.
- Eu atendo na minha sala!

Andou até o local, sentou-se em cima da mesa e puxou o telefone logo em seguida, colocando-o no ouvido.

- Eu sei, foi perfeito! – em seguida soltou uma alta gargalhada.
- Pior que eu preciso admitir, foi sim.
- Obrigada!
- Eu nunca pensei que uma mulher… – soltou um suspiro e ela riu.
- Faria um trabalho tão perfeito? Ora, ora, não me subestime.
- Não estou, não se preocupe!
- Ótimo! – sorriu, cruzando as pernas – Então, o que posso fazer por você hoje?
- Eu quero a cabeça do Taylor York!
- E esse é o tal promotorzinho que te colocou no xadrez?
- Ele mesmo!
- Em quanto tempo?
- Duas semanas. Vai fazer?
- Conte comigo.
- Quanto?
- Agora chegamos à parte boa… Quinhentos mil.
- Ulalá. Pegou pesado, não acha?
- Você quer ou não quer um trabalho bem feito? – ouviu o silêncio no outro lado da linha – Foi o que pensei. Você está lidando com uma profissional, meu bem.
- Ok, ok. Amanha deposito metade e a outra você terá quando ele estiver morto e enterrado.
- Ele estará, foi ótimo fazer negocio com você. – e desligou o telefone.

Próxima vitima:
Taylor York.

LIGAÇÕES PERIGOSAS, PRÓLOGO.


Florença – Toscana, Itália. 22horas. Sábado.

- Cassio Reis. Bonito nome, forte… Pena que você seja tão fraco. – sorriu, meneando a cabeça, enquanto andava lentamente, na direção dele – Não me olhe assim, – inclinou a cabeça para o lado, ainda o observando – não se preocupe, eu vou ser boazinha, farei isso o mais rápido possível! – ela tinha um sorriso sínico pintado em seus lábios.

Estava em frente a um moreno alto, que tinha suas costas coladas com uma parede de um beco escuro localizado atrás de uma boate movimentada. O som abafado da musica eletrônica não lhe impedia de ouvir a respiração falha dele. A luz fraca do poste há cinqüenta metros não era empecilho nenhum para ver o medo brilhando nos olhos arregalados. O corpo dele tremeu quando sentiu a fina ponta da adaga que ela tinha em mãos tocar-lhe o abdômen por baixo da camisa. E ela sorriu mais.
Oh, ela adorava ver aquilo.

- Mas não garanto que será cem por cento… Afinal, pode doer um pouco! – e sem mais delongas enfiou a adaga tão afiada na barriga dele de uma vez, cortando a pele de cima a baixo. Ficou em pé, no mesmo canto e mantendo a mesma pose, enquanto o via cair ao chão, agonizando e sangrando deliberadamente.
Oh, ela também adorava a adrenalina que seu corpo liberava naqueles momentos.

Sorriu vendo-o deitado ao chão, clamando por ajuda. Mas ninguém o faria.

- Va-Vadia!! – conseguiu pronunciar num fio de voz.
- Sim, eu sou! – ela gargalhou secamente, abaixando-se em seguida até ele e brincando com a adaga suja de sangue em suas mãos.
- Desgraçada. Filha da puta! – ele disse encolhendo seu corpo cheio de dor e ela gargalhou novamente.

Puxou os cabelos negros dele para cima, fazendo a cabeça ficar em uma altura que pudesse expor o pescoço para ela. Era tudo o que ela queria. Passou a ponta da adaga naquela região, vendo-o engolir em seco.
Oh, ele estava morrendo de medo e não tinha como não apreciar aquilo.

- É, eu posso ser desgraçada e filha da puta também. – sorriu cinicamente – Mande um olá para Satanás por mim, por favor. E faça seu ultimo pedido antes de ir para o inferno.

Fora a ultima coisa que disse antes de cortar o pescoço dele e soltá-lo de vez no chão. O sangue escorria rapidamente e logo formou uma poça. E ela permaneceu ali, até ele morrer, ficando satisfeita logo em seguida. Guardou sua adaga na bota que calçava e saiu caminhando como se nada tivesse acontecido.

Mais um dever cumprido.

Oh, como ela amava aquele trabalho.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Resolvi fazer um banner! aeee! Hahahaha! ;)


Web Chamel - Nono Capitulo

Nono capitulo

Narrado por Chay:
Manoela me parecia uma pessoa bem legal. Comecei a passar as aulas e intervalos com ela. Ela sabia conversar, gostava das mesmas coisas que eu, cantores, bandas, estilos músicas, nós concordávamos em quase tudo.
- Chay, é impressão minha ou aquela garota da nossa aula não para de te olhar? – Ela falou apontando pra Melanie com a cabeça.
Encarei a mesma pensando que desviaria o olhar, mas ela continuou me olhando.
- Nós já fomos amigos. – disse ainda encarando Melanie
- Não são mais? Por que? – ela perguntou curiosa.
- Umas coisas aí... – suspirei e dei um sorriso fraco para Manoela. – Passado. – Olhei para Melanie que ria de qualquer coisa que Micael falava.
- E você acha que vocês tem chance de voltar a se falar?
- Talvez... Eu quero muito. – sorri. – Eu estou pensando em algo pra ‘reconquistar’ ela.
- Se você precisar da minha ajuda... – Manoela falou se aproximando – eu posso te ajudar. – ela sussurrou.
- Obrigada Manu. – sorri me afastando. O sinal soou. – Hora de aula. Vamos?
- Vamos... Vamos sim – sorriu. Nos levantamos e fomos em direção ao corredor onde os alunos andavam afobados.
Aula de história. Ótimo. Amo história. Ironia, você por aqui? Seja bem vinda!
- Bom dia alunos! – Gregório , o professor  falou adentrando a sala de aula. Logo Melanie, Lua e Sophia entraram atrás do mesmo.
Narrador geral:
- Bom alunos, quero começar esse semestre diferente. – Alguns colegas se olharam com dúvida, outros lançaram olhares curiosos para Gregório. – Nós não iremos fazer provas esse semestre. – Alguns alunos comemoram, jogando bolinha um na cabeça do outro. – Mas... – o professor falou um pouco mais alto chamando a atenção dos alunos. – Iremos fazer trabalhos e trabalhar muito na sala de aula. Cada movimento de vocês aqui dentro valerá nota! – uns fizeram careta, outros deram de ombro, outros continuavam encarando o professor sem entender nada.
- E como serão esses trabalhos professor? – Carla perguntou parecendo interessada no assunto.
- Será em grupos de três pessoas. – mais alunos começaram a comemorar. – Mas é claro, eu irei escolher os grupos. – Gregório deu um sorriso vitorioso ao ver a cara dos alunos.
- Mas por quê? Isso não é justo! – Pedro perguntou com uma voz de ofendido.
- Quem é o professor aqui? – Gregório perguntou. Os alunos ficaram em silêncio, como eles detestavam aquele professor. – Foi oque eu pensei. – Disse Gregório com um sorriso cínico no rosto. – Então, vamos lá... Pedro, Rayane e Jhulie. Sophia, Micael e Arthur. – Lua lançou um olhar mortal para o professor. Sabia que ele tinha feito aquilo de propósito. Ele sabia que ela e Arthur tinham um relacionamento. O professor continuou a falar todos os grupos até que chegou ao último. – E os que restaram foi: Melanie, RoobertChay e Lua Maria. – Chay não sabia se ficava feliz ou se ficava nervoso. Ele estaria no mesmo grupo que sua ex - melhor amiga. A presença de Melanie sempre o deixou desconcentrado. O olhar da morena sempre tirou toda a atenção do rapaz. Ele sempre foi apaixonado por sua melhor amiga, todos sabiam disso, menos ele que não queria admitir, e menos ela, que alegava serem apenas bons melhor amigos. Os dois estavam enganados. Os dois são teimosos.
- Ô professor, faltou a Manoela, aluna nova. – Falou Micael chamando atenção de gregório.
- Ah sim, me desculpe Manoela, seu nome não estava na lista de chamada. Você entra no grupo da senhorita Fronckowiak. – Sorriu e virou as costas pondo a matéria na lousa.
Melanie abrirá a boca incrédula. Como ele pode ser tão baixo? Bom... Era verdade que ele não sabia que Melanie e Manoela não gostavam muito uma da outra, mas por que logo pôs as duas no mesmo grupo? Melanie achará que o inferno estava vindo pra terra. Não bastava dividir grupo com Chay, tinha que vir o brinde, a Gavassi.
Tudo que Melanie queria – ou talvez não – era esquecer Chay, mas ela sabia que isso era impossível.
Quando a praia se esquecer do mar
E o mar desistir das ondas
As ondas vão se acalmar
E aos poucos vão deixar a prancha
Nesse dia eu vou te esquecer
Quando a prancha esquecer dos pés
E os pés não deixarem pegadas
Pegadas não serão vestígios
De alguém que cruzou nossa estrada
Nesse dia eu vou te esquecer
Música citada no final do capítulo: Gaveta – Fernando e Sorocaba.
-

[N/A] Eu Larissa, recomendo que escutem essa música. Realmente as músicas deles são ótimas <3 hehe gente, eu achei esse capitulo grande, né? Hahaha vou tentar escrever uns maiores ainda, pretendo terminar essa web logo, sei que ainda falta muita coisa, mas... Já tenho outra em mente! ;) 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Web Chamel - Oitavo capitulo

Oitavo capitulo
Narrado por Mel:
Minha noite de domingo estava um tédio total. Resolvi ir na sorveteria que havia em frente o meu prédio. Não estava cheia, mas também não estava vazia, havia vários casais namorando, crianças devorando seus sorvetes e amigos todos reunidos em uma mesa. Peguei o meu sorvete e fui de volta ao meu prédio. Ao entrar em casa deparei com meus pais assistindo um jornal qualquer na televisão sentados no sofá.  
- Foi na sorveteria e não nos convidou, Melanie? – minha mãe chamou a minha atenção.
- Desculpa mãe, eu não vi vocês quando desci. – sorri fraco
- Aconteceu alguma coisa filha? – Meu pai perguntou
- Não. Está tudo bem. – Na verdade não estava. Eu costumava a ir naquela sorveteria todos os domingos á noite com Chay. Isso me faz falta. – Se vocês me derem licença, eu vou subir, amanhã acordo cedo. – fiz uma careta
- Durma bem minha filha. – Meu pai disse
- Tenha uma ótima noite de sono meu amor. – minha mãe sorriu.
Subi as escadas e fui em direção ao banheiro, peguei meu pijama o colocando, escovei os dentes e me deitei, logo adormeci.

Acordei no outro dia com um pouco de dor na cabeça, me encaminhei até o banheiro e tomei um banho relaxando um pouco, pus o uniforme da escola e me encaminhei até a cozinha. Não tinha ninguém lá, imaginei que meu pai e a minha já tivessem saído.
Chegando a escola me deparei com um Chay todo sorridente ao lado de uma Manoela ridícula. Como ele pode andar com uma garota tão sem graça como ela? Tá vocês podem estar pensando “nossa Melanie, a menina é nova na escola, você nem conhece ela. ´´ Mas sabe quando o seu “santo” não bate com o da outra pessoa? Foi isso que aconteceu.
Eu não gostei da Manoela desde o momento que ela ficou no primeiro dia de aula de sorrisinho pro Chay. Não era ciúmes.
Eu odeio ver você com alguém que não tem nada a ver
Eu odeio ela ser tão sem graça
E você nem perceber”
Parei de olhar os dois e fui em direção a Sophia.
- Oi sô. – a Abracei
- Oi Mel! Achei que tinha me esquecido. – sorriu
- Nunca – Sorri de volta.
Manoela e Chay passaram por nós gargalhando de qualquer bobagem, ele nem me olhou. Será que ele desistiu da minha amizade?
- Não gosto dessa garota. – Sophia disse.
- Muito menos eu.
- Você só não gosta dela porque ela anda com o Chay e tá escrito na testa dela que ela está interessada nele. Ciúmes.
- Óbvio que não Sophia. Não viaja! – Sai andando pra dentro da escola e ouvi a sua gargalhada logo atrás de mim.

Eu não sentia ciúmes do Chay. Ou sentia? 

quinta-feira, 13 de março de 2014

Web Chamel - Sétimo Capitulo

Sétimo Capitulo
Narrado por Chay:
Depois do acontecimento lá na sorveteria, fui pra casa para pensar no próximo P.R.M.
Sentei-me na cama á pensar, flashs vieram na minha mente.
Flashback:
“Ouvi a campainha tocar e fui em direção a  porta abrir me deparando com Melanie e um largo sorriso na boca.
- Chay, Chay, Chay! – Ela gritou pulando em meu colo me fazendo dar alguns passos pra trás.
- Hey! Calma – Sorri a colocando no chão novamente. – Por que essa animação toda? – sorri de forma simples.
- Sério que você não lembra que dia é hoje? – O seu largo sorriso sumiu de seu rosto.
- Muito sério. – Falei encarando-a com o rosto sério. – Que dia é hoje?- Ela abriu a boca incrédula.
- Eu não acredito Suede! – Ela começou a me estapear – Seu idiota! Imbecil! – Eu poderia até achar engraçado, mas os tapas de Melanie realmente doíam.
- Ei, calma! – Falei segurando seus pulsos. – Óbvio que eu lembro que dia é hoje! – Sorri. – Um ano de amizade. – Ela sorriu.
- Você lembra! – Ela sorriu e me abraçou.
- Claro que eu lembro. Tem uma surpresa pra você lá em cima.
- Sério? – Ela sorriu.
- Sério. Vem – a puxei para o andar de cima até o meu quarto. – Isso é pra você. – lhe entreguei um buquê de flores.
- Camélias? – Ela sorriu enquanto pegava o buquê da minha mão.
- Sim. Acho as pétalas dela tão delicadas, como você. – Sorri.
- São lindas. – Ela sorriu mais ainda. – E você é o melhor amigo do mundo! – Ela me deu um selinho. Esse era o nosso gesto de carinho um pelo outro.
- Eu sei.  – me gabei. – Posso cantar uma música pra você?

- Claro. – Ela sorriu e se sentou na cama. Peguei o violão e me sentei ao seu lado.
"It's all about you (it's all about you)
It's all about you baby (it's all about)
It's all about you (it's all about you)
It's all about you

Yesterday you asked me
Something I thought you knew
So I told you with a smile
It's all about you

Then you whispered in my ear
And you told me too
Said you make my life worthwhile
It's all about you

And I would answer all your wishes
If you asked me too
But if you deny me one of your kisses
Don't know what I'd do

So hold me close and
Say three words like you used to do
Dancing on the kitchen tiles
It's all about you, yeah

And I would answer all your wishes
If you asked me too
But if you deny me one of your kisses
Don't know what I'd do

So hold me close and
Say three words like you used to do
Dancing on the kitchen tiles
Yes you made my life worthwhile
So I told you with a smile

It's all about you

It's all about you (it's all about you)
It's all about you baby (it's all about)
It's all about you (it's all about you)
It's all about you"
Terminei de cantar a música e olhei para Melanie que me olhava com os olhos marejados. Sorri pra ela e coloquei o violão no chão.
- E aí, gostou? – sorri.
- Você ainda pergunta seu idiota? – Ela sorriu e uma lágrima escapou dos seus olhos. – Eu te amo muito, muito, muito! – me abraçou apertado. – Você é o melhor amigo que uma pessoa pode ter. – Ela olhou nos meus olhos e me deu um selinho, esse foi um pouco mais demorado. Fechei os olhos apenas sentindo o toque dos seus lábios juntos aos meus.
- Também te amo Melanie. – Sorri.
Fim de flashback.
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Música citada no capitulo: 

All About You - McFly 



segunda-feira, 10 de março de 2014

Web Chamel - Sexto Capitulo

Sexto capitulo


Narrado por Chay:
Estava na hora de colocar meu plano em ação. Resolvi começar com uma carta. Nessa carta escrevi todos os meus sentimentos, mil pedidos de desculpa e o quanto eu me sentia um lixo sem ela.
Terminei de escrever a carta e resolvi ir até seu prédio pra deixar na caixinha do correio.  Chegando lá me deparei com a portaria fechada. Seu João –o porteiro – Deveria ter ido em algum lugar. Resolvi ir na sorveteria em frente ao prédio de Melanie, me sentei em uma mesa qualquer ali enquanto tomava meu sorvete de chocolate. Uma garotinha se aproximou toda lambuzada com um sorvete na mão, ela parecia ter uns quatro anos, no máximo cinco.
Ela se aproximou e sentou-se ao meu lado.
-Olá! – Dei um sorriso de lado pra ela. Eu amava crianças.
- Oi tio! – Ela sorriu. – Posso sentar aqui com o senhor?
- Claro! Aonde está sua mãe? – perguntei olhando em volta.
- Foi ao banheiro e me deixou brincando com o meu amiguinho. – Ela sorriu.
- E qual é o seu nome?
- Yoko. – Ela sorriu
Yoko? – perguntei.
- Mamãe diz. que papai, sempre foi muito fã do ‘bitols’
- Ah, Beatles! Lindo nome, Yoko.
- Obrigada, tio. – Ela sorriu. – Como é o seu nome?
- Chay – sorri.
- Chay? Nome de menina – ela gargalhou. Não pude deixar de rir. Quando me deparei, Yoko havia derramado sorvete em cima da carta.
- DROGA! –Exclamei. Ela me olhou assustada.
- Desculpa tio Chay – Ela me olhos com os olhinhos marejados. – Foi sem querer tio. Desculpa!
- Tá tudo bem Yoko, relaxa. – Falei sorrindo.
-E-eu vou brincar! – e saiu correndo.
Ok. O plano da carta não existe mais. Vamos para o próximo.  


sábado, 8 de março de 2014

Web Chamel - Quinto Capitulo

Capitulo cinco
Narrado por Chay:
Acordei com dor de cabeça. E como essa lazarenta doía. Fui me arrastando até o banheiro pra tomar um banho.
Desci as escadas e fui em direção a cozinha encontrando lá minha mãe e meu pai se beijando. Nojento.
Dei bom dia aos dois e tomei um copo de leite, sai praticamente correndo de casa, já estava atrasado. Isso não era novidade.
Dito e feito. Cheguei atrasado na escola, as aulas já tinham começado.
- Senhor Roobert! Atrasado mais uma vez? – Professora de história me repreendia. Eu não aguento os professores dessa escola!
- Desculpa Maria.
- Sente-se, por favor! – Fui em direção ao meu lugar, mas uma garota – desconhecida por mim – Já estava sentada lá.
- Oi, esse lugar é meu – sorri pra ela
- Ah, me desculpe, sou nova aqui. – Ela sorriu simpática

- Tudo bem. Eu me sento em outro lugar.
-Roobert, já mandei você sentar! Não me ouviu? – Maria e sua voz irritante me repreendiam mais uma vez.
- Estou procurando um lugar, Maria – falei encarando ela.
- sente-se ao lado de Melanie – encarei Melanie que retribuiu o olhar. Apenas assenti e fui em direção ao meu lugar.
Logo em seguida o sinal soou, anunciava a troca de professores. Aula de português/filosofia. Ótimo. Pelo menos o professor Eduardo era gente boa.
- Bom dia turma! – Anunciou Eduardo entrando pela porta.
- Bom dia! – responderam todos em um uníssono
- Vejo que temos aluna nova – ele sorriu pra garota que estava sentada no meu lugar. – Qual seu nome?

- Meu nome é Manoela. Manoela Gavassi – ela sorriu. Belo sorriso por sinal. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Web Chamel - Quarto Capitulo

Capitulo quatro
Tinhas várias formas para reconquistar a Melanie.  Eu poderia pegar meu violão e ir até a janela de seu quarto e cantar pra ela. Eu poderia escrever uma carta. Eu poderia comprar um buquê de flores e bombons. Eu poderia comprar um ursinho de pelúcia, que ela tanto amava.
Mas eu não sabia se daria certo. Depois de pensar desliguei o notebook e fui tomar um banho. Deixei que a agua caísse sobre a minha cabeça relaxando um pouco. Sai do banho e botei uma boxer e uma bermuda qualquer, me deitei na minha cama pensando em mais alguma coisa pra reconquistar Melanie. Vários flashback vieram em minha mente.

Flashback
30 de julho de 2012.
Era meu aniversário. A festa estava rolando lá dentro de casa, Melanie me chamou no jardim, segundo ela, queria me dar os parabéns em um lugar mais calmo.
- É já está maior de idade, hein suede? – ela riu. Sorri junto com ela.
- pra você ver. E tu continua essa nanica aí! – Falei puxando ela pro meu colo.
- Ei! Não sou nanica! – protestou e eu gargalhei. – Sabe Chay... – Ela continuou. – Minha vida era preta e branca antes de você chagar.
- preta e branca?
- É. Minha vida era um tédio, não tinha alegria, aí você chegou e isso mudou. Você tornou a minha vida colorida. – ela sorriu olhando nos meus olhos.
- ih Mel, papinho de gente apaixonada hein?! – gargalhei.
- Óbvio que não! – Ela me beliscou. – Parabéns Chay! Eu amo você! – ela me abraçou e eu retribui o abraço.
- Também te amo, mas agora levanta porque você está gorda – falei dando tapinhas em sua perna.
- Idiota! – Ela me deu um tapa na cabeça”
Fim de flashback

Em meio a essas lembranças, adormeci.   

terça-feira, 4 de março de 2014

Web Chamel - Capitulo Três



Capitulo três
Narrado por Chay:
Tédio. Era isso que me definia nesse momento. Meus amigos falavam de uma coisa qualquer que não me interessava.
De longe avistei Mel sentada em um banco acompanhada de Lua, elas riam de qualquer coisa. As vezes me pego me perguntando: O que seria da minha vida sem a gargalhada da Mel?
Vazia. Sem cor. Sem alegria. Era assim que minha vida estava há cinco meses.
Avistei Arthur, o namorado de Lua se aproximando das duas dando um selinho em Lua e cumprimentando Mel.
Lembro-me de uma vez que a Mel limpou o seu batom na blusa de Arthur. Quando Lua viu a mancha de batom na camiseta do namorado, pirou. Foram semanas até convencer Lua, que aquilo só não passou de um desentendimento . Ri comigo mesmo lembrando-me do desespero de Mel ao ver que sua amiga estava realmente brava com ela.
Olhei novamente em direção a elas e vi lua se afastando de mão dadas com Arthur, Melanie estava sozinha mexendo em seu celular. Seria a hora perfeita pra mim me aproximar dela? Talvez eu devesse apenas ficar quieto na minha e deixar que o tempo colocasse as coisas no lugar ou então eu poderia ir lá e tentar falar com ela e ser xingado na frente da escola inteira.
Bom, seu eu fosse xingado não ligaria, eu precisava ouvir a voz dela, sentir o perfume dela, e ver aqueles olhos de perto. Eu dependia daquilo.
- Melanie? – Ela me encarou com uma expressão surpresa, mas logo mudou para uma expressão rígida – Posso sentar?
- Ninguém está te segurando! – Ela falou de maneira seca, voltando sua atenção para o celular.
- Até quando você vai ficar assim comigo?
- Não sei Chay, pergunta pra vadia que você passou a noite, aquela vez quando eu mais precisei de você! – Ela falou me olhando nos olhos, os olhos delas transmitiam raiva e tristeza.
- Eu já te pedi desculpa, Mel! Você não faz ideia o quanto eu sinto sua falta. O que eu posso fazer pra você voltar a ser a mesma comigo antes?
- Eu não sei Chay. Não sei. – Ela deu um sorriso triste e saiu andando.
Eu faria de tudo pra ter a minha Melanie de volta!
                                                                            ...
As outras duas aulas pareceram durar dez anos, cada uma.
Quando o sinal soou e todos os alunos saíram afobados pelos corredores, eu praticamente corri pra fora da escola.
Entrei em casa um pouco afobado e nem percebi que minha mãe estava sentada no sofá lendo uma revista de moda.
- Filho? – Ela me chamou com a sua doce voz.
- oi mãe – dei um sorriso fraco.
- está tudo bem, meu amor? Sente-se aqui. – ela falou indicando o sofá com a cabeça.
- está tudo bem mãe. – sorri
- Melanie? – minha mãe tinha o poder de ler minha mente, só pode.
- como a senhora sabe?
- eu reconheço esse brilho no seu olhar, só que é um brilho triste. O que houve? – ela perguntou passando a mão pelo meu rosto.
- eu tentei falar com ela, mas ela foi curta e grossa comigo. Como sempre. – abaixei a cabeça.
- meu filho, você tem que entender que você magoo ela.
- eu sei mãe, juro que se arrependimento matasse eu já não estaria aqui. – suspirei
- você é um ser humano. Todos nós erramos.
- o difícil é concertar
- Seu pai já me magoou. – Ela deixou essa frase no ar.
- Já? Como ele fez pra lhe ter de volta?
- Ele me reconquistou. – ela sorriu de forma simples. – Já pensou em reconquistar a Melanie?
- mas como eu vou fazer isso?
- isso só você pode responder. – ela sorriu e se levantou indo em direção á cozinha.
“Já pensou em reconquistar a Melanie?” A voz da minha mãe ecoava na minha cabeça... Na verdade eu já tinha pensado nisso, mas achei uma bobagem de inicio, mas agora, pensando bem...
Me levantei e fui em direção ao meu quarto, joguei minha mochila em um canto qualquer do quarto e fui em direção ao meu notebook, o ligando.
Abri a pagina do “Microsoft Word ”  e digitei as siglas “P.R.M”

Plano de reconquistar a Melanie. Eu precisava pensar em algo rápido. Eu precisava começar a botar meu plano em ação. Eu precisa de Melanie o mais rápido possível!  

Web Chamel - Segundo Capítulo

­­­­­­­Capítulo dois
Narrado por Chay:
Aulas. Por que a escola existe? Ok, eu sei que é importante pro nosso futuro. Mas eu só queria dormir e quando eu acordasse já estaria formado e rico, mas isso é impossível, infelizmente.
O professor falava de qualquer coisa sem importância – ou talvez com importância – mas eu não prestava atenção, tudo porque hoje fazia calor e as minhas colegas resolveram vir com as perninhas de fora, mas a que mais me chamava atenção era Melanie.
Eu e ela já fomos muito amigos, mas aí eu e o meu lado babaca estragou tudo isso.
FlashBack:
“- É amanhã melzinha. – Falei pra ela enquanto me sentava ao seu lado com um pote de pipoca nas mãos.
- Eu não vou conseguir Chay. – Melanie falou com uma voz de choro.
- É claro que você vai conseguir Mel! – Falei tentando passar a minha segurança pra ela.
- Você promete que vai estar lá? Você sabe que você me da sorte, sabe que eu só vou conseguir cantar com você lá. – Ela falou me encarando com aqueles olhos que eu tanto amo.
- Claro que eu vou estar lá princesa. Eu prometo. – Dei um beijo em sua testa.  Ela sorriu e deitou a cabeça no meu ombro enquanto assistíamos um filme que passava na televisão.
...
A noite chegou, Mel já tinha ido embora, eu estava jogado no sofá com uma lata de cerveja na mão enquanto assistia um jornal, até que ouvi meu celular tocar:
Last night she said 
Oh, Baby, I feel so down 
Oh, and turned me off 
When I feel left out 
So I, I turned around 
Oh, baby, I don't care no more 
I know this for sure 
I'm walking out that door 
- Alô?
- Chay? É o Pedro. Tudo bem, cara?
- E aí, tudo bem. Novidades?
- Então, hoje é a inauguração de uma baladinha, topa ir?
- Opa! Que horas? – Perguntei me interessando mais pelo assunto enquanto terminava de beber a minha cerveja.
- Ás dez. Te passo o endereço por mensagem. – Fitei o relógio a minha frente que já marcava 21:15.
- Beleza! Até mais então!
- Até! – E desligou. Minutos depois senti meu celular vibrar com o endereço do local. Terminei de beber a minha cerveja e subi pra tomar banho e me arrumar.
Escolhi pra usar uma camiseta branca, calça jeans preta e um vanz preto. Botei perfume e já estava pronto.
Essa noite eu não quero pensar em nada. Apenas curtir!”
Fim de FlashBack
E talvez foi nisso que eu errei. Esquecer de tudo. Eu esqueci de ir até o local onde Mel iria cantar. Eu esqueci que eu dava sorte pra ela. Eu esqueci das palavras dela, esqueci que ela só conseguiria se eu estivesse lá. Eu esqueci porque bebi e fui pra cama com uma vadia qualquer. Eu estraguei o sonho da Melanie.
Depois disso eu tentei procurar por ela, pra tentar pedir desculpas, mas ela me ignorou durante três meses. Eu sinto falta dela, do sorriso dela, da voz dela, eu sinto falta de tudo nela.
Cinco meses se passaram e ela continua me ignorado, eu até consegui conversar com ela, mas ela disse que não queria mais a minha amizade, simplesmente porque ela não confiava mais em mim. Segundo ela eu a magoei muito, eu quebrei o seu coração, porque eu era a pessoa que ela mais confiava, então ela resolveu pegar os pedaços do seu coração – palavras dela – E seguir o seu próprio caminho, sem mim. E eu, de verdade, entendo ela.
- RoobertChay? – fui tirado dos meus devaneios por uma voz grossa.
- Oi?
- RoobertChay! O senhor está prestando atenção na minha aula? – Ele esbravejou batendo com a régua na minha mesa. Dei um pequeno pulo da cadeira com o susto que levei.
Olhei para os lados e quando meu olhar se encontrou com o olhar da Mel senti um arrepio percorrer na minha espinha. Ela desviou o olhar.
- RoobertChay! Eu estou falando com você! – Professor Daniel, gritou outra vez.
- Eu... Eu não estava prestando atenção, Daniel. Desculpe! – abaixei a cabeça.

- Mas é bom que o senhor comece a prestar atenção, ou prefere fazer uma visita para diretor? – Já disse que eu odeio ele?  Pois é, eu odeio! 

Web Chamel - Primeiro Capítulo

Capítulo um.
Narrado por Mel:
Aqui estou eu no primeiro dia de aula, só de pensar em começar tudo de novo já me da um desanimo.  Entrei pelo grande portão da escola já avistando alguns rostos conhecidos, mas nenhum deles era da minha melhor amiga: Lua. Já estava há duas semanas sem ver ela, pois a mesma tinha ido viajar com seus pais. Olho para o lado á procura da minha amiga e me deparo com o garoto mais ridículo da escola: O Suede.
Ele não é ridículo por ser feio, pelo contrario, ele é um dos garotos mais gatos da escola. Ele é ridículo pelo fato de achar que pode pegar todas da escola, nem a Lua se escapou de suas garras. Acho que eu era a única ali que ele já não tivesse pegado. Eu nunca ficaria com ele. Nunca.
Ele levantou o olhar pra mim e sorriu. Como eu odeio o sorriso dele.
“Eu odeio seu sorriso,
E seu jeito de falar.
Eu odeio quando você me olha
Eu do risada sem pensar.”
Revirei os olhos e bufei me virando de costas, quando me deparo por algo pulando em cima de mim.
- AAAAAAAAH MEL QUE SAUDADES AMIGA! – Era Lua gritando que nem uma louca.
- Lua para, pelo amor de Deus. Estão nos olhando – Falei já sentindo meu rosto ferver.
- Deixa que olhem, eles sentem inveja de nós – Gargalhou. Lua era completamente pirada. Sem dúvidas. – Eu vi sua troca de olhares com o Suede. – Ela gargalhou mais uma vez.
- Que troca de olhares Lua? Tá louca é? – Bufei – Aquele garoto é ridículo.
Eu e o Chay já fomos muito amigos. Muito mesmo, mas ele fez eu deixar de confiar nele. Ele me enganou.
“Eu odeio quando você me chama para conversar.
Eu odeio quando você vem,
Eu odeio ainda mais te esperar.”
- Ainda isso Mel? Ele não faz diferença na sua vida. Esquece isso.
- Meio difícil Lua. Eu realmente confiava no Chay. – Falei em um tom triste.
- Mel , o Chay vai continuar sendo esse garoto inútil que é sustentado pelos pais. Esquece ele.
- É meio difícil esquecer uma pessoa vendo ela todos os dias.
“Eu não sei o que fazer
Não tem ninguém aqui pra me impedir de te escrever
Outra canção pra me fazer entender
Que eu te odeio tanto porque gosto de você”
- Você sempre foi apaixonada por ele. – Lua falou com um ar de certeza.
- Eu? Claro que não – Mentira. Eu sempre fui apaixonada pelo Chay Suede.
- Mentira sua. Desde quando se mente para amigas? Pode falar vai... – Ela não iria desistir
- Bom... – Ouvi o sinal tocar. – Hora de aula! – Falei já puxando-a pelo braço.

- Salva pelo gongo hein Melanie?! – Sorri vitoriosa 
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Música citada no capítulo: Odeio - Manu Gavassi 

Web chamel - Sinopse

“Estou falando na sua frente que eu te odeio, por gostar tanto assim de você...”
Música para web: OdeioManoela Gavassi.