Capitulo três
Narrado por Chay:
Tédio. Era isso que
me definia nesse momento. Meus amigos falavam de uma coisa qualquer que não me
interessava.
De longe avistei Mel
sentada em um banco acompanhada de Lua, elas riam de qualquer coisa. As vezes
me pego me perguntando: O que seria da minha vida sem a gargalhada da Mel?
Vazia. Sem cor. Sem
alegria. Era assim que minha vida estava há cinco meses.
Avistei Arthur, o
namorado de Lua se aproximando das duas dando um selinho em Lua e
cumprimentando Mel.
Lembro-me de uma vez
que a Mel limpou o seu batom na blusa de Arthur. Quando Lua viu a mancha de
batom na camiseta do namorado, pirou. Foram semanas até convencer Lua, que
aquilo só não passou de um desentendimento . Ri comigo mesmo lembrando-me do
desespero de Mel ao ver que sua amiga estava realmente brava com ela.
Olhei novamente em
direção a elas e vi lua se afastando de mão dadas com Arthur, Melanie estava
sozinha mexendo em seu celular. Seria a hora perfeita pra mim me aproximar
dela? Talvez eu devesse apenas ficar quieto na minha e deixar que o tempo
colocasse as coisas no lugar ou então eu poderia ir lá e tentar falar com ela e
ser xingado na frente da escola inteira.
Bom, seu eu fosse
xingado não ligaria, eu precisava ouvir a voz dela, sentir o perfume dela, e
ver aqueles olhos de perto. Eu dependia daquilo.
- Melanie? – Ela me
encarou com uma expressão surpresa, mas logo mudou para uma expressão rígida –
Posso sentar?
- Ninguém está te
segurando! – Ela falou de maneira seca, voltando sua atenção para o celular.
- Até quando você vai
ficar assim comigo?
- Não sei Chay,
pergunta pra vadia que você passou a noite, aquela vez quando eu mais precisei
de você! – Ela falou me olhando nos olhos, os olhos delas transmitiam raiva e
tristeza.
- Eu já te pedi
desculpa, Mel! Você não faz ideia o quanto eu sinto sua falta. O que eu posso
fazer pra você voltar a ser a mesma comigo antes?
- Eu não sei Chay. Não
sei. – Ela deu um sorriso triste e saiu andando.
Eu faria de tudo pra
ter a minha Melanie de volta!
...
As outras duas aulas
pareceram durar dez anos, cada uma.
Quando o sinal soou e
todos os alunos saíram afobados pelos corredores, eu praticamente corri pra
fora da escola.
Entrei em casa um
pouco afobado e nem percebi que minha mãe estava sentada no sofá lendo uma
revista de moda.
- Filho? – Ela me
chamou com a sua doce voz.
- oi mãe – dei um
sorriso fraco.
- está tudo bem, meu
amor? Sente-se aqui. – ela falou indicando o sofá com a cabeça.
- está tudo bem mãe. –
sorri
- Melanie? – minha
mãe tinha o poder de ler minha mente, só pode.
- como a senhora
sabe?
- eu reconheço esse
brilho no seu olhar, só que é um brilho triste. O que houve? – ela perguntou
passando a mão pelo meu rosto.
- eu tentei falar com
ela, mas ela foi curta e grossa comigo. Como sempre. – abaixei a cabeça.
- meu filho, você tem
que entender que você magoo ela.
- eu sei mãe, juro
que se arrependimento matasse eu já não estaria aqui. – suspirei
- você é um ser
humano. Todos nós erramos.
- o difícil é
concertar
- Seu pai já me
magoou. – Ela deixou essa frase no ar.
- Já? Como ele fez
pra lhe ter de volta?
- Ele me
reconquistou. – ela sorriu de forma simples. – Já pensou em reconquistar a Melanie?
- mas como eu vou
fazer isso?
- isso só você pode responder.
– ela sorriu e se levantou indo em direção á cozinha.
“Já pensou em
reconquistar a Melanie?” A voz da minha mãe ecoava na minha cabeça... Na
verdade eu já tinha pensado nisso, mas achei uma bobagem de inicio, mas agora,
pensando bem...
Me levantei e fui em
direção ao meu quarto, joguei minha mochila em um canto qualquer do quarto e
fui em direção ao meu notebook, o ligando.
Abri a pagina do “Microsoft
Word ” e digitei as siglas “P.R.M”
Plano de reconquistar a Melanie.
Eu precisava pensar em algo rápido. Eu precisava começar a botar meu plano em
ação. Eu precisa de Melanie o mais rápido possível!
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